d[-_-]b Luana Olíveira

A monetiza√ß√£o destr√≥i o bom conte√ļdo

Desde a populariza√ß√£o da internet e o surgimento dos blogs, muitos criadores passaram a produzir conte√ļdos com o √ļnico intuito de monetizar: seja atrav√©s de publieditoriais, propagandas disfar√ßadas de opini√Ķes, links afiliados, etc. At√© que chegamos ao auge com os ‚Äúinfluencers‚ÄĚ, que normalmente s√£o pessoas que se tornaram populares em redes sociais e usam seu p√ļblico pra divulgar marcas, produtos, etc‚Ķ tamb√©m disfar√ßados de gosto pessoal. Sempre foi assim na TV e na internet n√£o seria diferente.

Sempre fui uma grande defensora dos conte√ļdos aut√™nticos, opini√Ķes sinceras, vida real. Faz tempo que fica dif√≠cil saber se aquela pessoa que voc√™ acompanha divulga realmente a realidade ou uma opini√£o comprada. N√£o sei voc√™s mas fico deprimida de acompanhar qualquer canal no Youtube hoje em dia com uma pegada mais profissional. At√© que ponto d√° pra confiar nessas pessoas? Elas s√£o reais ou s√£o personagens? Devemos nos deixar influenciar por tudo o que elas divulgam?

Mais do que nunca se faz necess√°rio filtrar cuidadosamente todo o conte√ļdo que a gente consome na internet. N√£o devemos acreditar em tudo o que lemos, vemos ou ouvimos. Pesquise bastante, n√£o canse de pesquisar.

E a nossa sorte √© que embora exista esse universo bizarro de monetiza√ß√£o pra todo lado, os bons produtores de conte√ļdo do passado est√£o retornando ao blogging e aos f√≥runs. Talvez por terem a mesma percep√ß√£o que eu de que a internet foi transformada em um grande com√©rcio ambulante e agora devemos retomar o espa√ßo que pertence √†queles que buscam uma internet mais real, menos monetizada e mais humana.

Afinal, nem tudo gira em torno do dinheiro. √Äs vezes s√≥ queremos compartilhar o ordin√°rio, o simples e o verdadeiro. Sem cifras, sem engana√ß√Ķes e sem patrocinadores.

#influencers