Os extremos se tocam no Brasil
A Lei da Polaridade no Caibalion afirma o seguinte:
“Tudo é duplo; tudo tem polos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; (…)”
Vamos pegar um trecho específico e detalhar um pouco mais:
Os extremos se tocam: Quando uma escala chega ao seu limite máximo em um dos polos, ela se aproxima qualitativamente do outro extremo (como o frio extremo que queima igual ao fogo).
Dito isso, percebo que a nossa sociedade está adoecida. Comemorar um político eleito ou reeleito como quem comemora uma final de campeonato de futebol, demonstra que deixamos de raciocinar como cidadãos e algo está muito errado.
Políticos deveriam ser servidores do povo, mas no Brasil somos os que pagam os impostos mais altos do mundo calados e, em troca, recebemos migalhas. Aceitamos a corrupção pacificamente, temos memória curta, os três poderes sambam na nossa cara e quatro anos depois apenas renovamos os sapatos daqueles que continuarão pisando em nós.
Direita ou esquerda? Tanto faz. Nesse infeliz campo de futebol chamado Brasil, a torcida se apedreja, se insulta, briga e se mata. E os jogadores? Bem, eles continuam indiferentes a nós e jogando o jogo deles.
Mais quatro anos. E depois mais quatro. E mais quatro… infinitamente.