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A importância dos blogs pessoais em 2020

Tenho me questionado ultimamente sobre quanto tempo mais veremos a internet ser resumida a redes sociais e Youtube.

Por mais bizarro que possa parecer, pra muita gente quando se fala em internet no Brasil as primeiras coisas que vêm a cabeça delas é, nessa ordem: Whatsapp, Instagram, Facebook e Youtube. Agora tem a porcaria do Tiktok também, mas vou desconsiderá-lo por presumir que se trata apenas de mais um hype bobo e inútil com vida curta. Para a nossa alegria.

Por muito tempo demos asas a cobras: criamos uma raça demoníaca conhecida como “digital influencer”, apoiamos as chatices das celebridades nos ambientes virtuais (cantores, jogadores de futebol e artistas em geral), alimentamos shippes impossíveis e endeusamos “youtubers”.

Mas felizmente de acordo com o histórico da internet desde a sua popularização, por mais que serviços dessa natureza tenham uma vida longa, uma hora chegam à saturação. E me parece que o retorno ao simples e a busca pela desintoxicação digital se torna comum a todos que não aguentam mais no que a internet foi transformada.

Os blogs pessoais antes da obsessão pela monetização eram fontes de bem estar, uma vez que acompanhávamos o dia a dia e as reflexões de pessoas comuns e usávamos suas dicas e conhecimentos como inspiração para algum quesito importante de nossas vidas. Era saudável e prazeroso ver tanta gente bacana e inteligente escrevendo sobre coisas simples e interessantes.

Mais do que nunca se faz necessário que voltemos a escrever em nossos blogs pessoais, sem grandes pretensões. Vamos resgatar o lado bom da internet e fazer valer o nosso precioso tempo e a nossa vida. E de quebra cortar as asas das cobras também.

Publicado em: Reflexões

Internacionalizar pra (me) incluir?

O principal objetivo do meu blog é compartilhar os meus interesses e ideias, mas também ter um registro pessoal pra ler no futuro, melhorar a minha escrita, a reflexão, etc.

Então escrever em português é natural e fácil pra mim. Porém, ultimamente tenho pensado que pra incluir colegas da indieweb, o idioma oficial do meu blog deveria ser o inglês. Assim seria possível chamar atenção pro tipo de conteúdo que eu crio e sobre qual tema estou escrevendo.

Lembro que antigamente existiam alguns plugins gratuitos pra WordPress que faziam a tradução automática de todo o conteúdo com apenas um clique. Pelo pouco que pesquisei hoje, a maioria dos plugins agora é pago e não é nada barato. O Weglot, que foi o que eu mais gostei por exemplo, custa € 99/ano pra traduzir 1 idioma com limite de até 10 mil palavras.

Pra mim por enquanto é inviável pagar pra ter esse recurso e não tenho tempo pra criar duas versões (português e inglês) de tudo o que eu escrevo.

E agora? Bom… por enquanto continua como está. Futuramente quem sabe faço algo nesse sentido! 🙂

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No comecinho da internet no Brasil…

Quem lembra da internet no Brasil no finalzinho dos anos 90?

Vou compartilhar aqui alguns serviços e situações que vivi nesse período:

  • Meu primeiro provedor de internet foi a BRnet (Brasília-DF).
  • A internet era discada, cobrada por pulsos telefônicos + excedentes do provedor de internet. Era uma conta dupla muito cara.
  • Pra escapar dos pulsos telefônicos, eu ficava vários minutos após a meia noite tentando conectar pra cobrar um pulso só. Os provedores gratuitos vieram só depois de um tempo com Super11 e iG.
  • Eu usava o chat da BRnet em BBS.
  • Além dos bate-papos que eram divertidos, comecei a aprender programação pela internet. Aprendi BASIC, Pascal, Visual Basic e Delphi.
  • Usei um aplicativo de videoconferência chamado Internet Phone (IPhone). Não conheço muita gente que lembra dele ;/
  • Criei a minha primeira “home page” no notepad, inserindo os códigos manualmente.
  • Frequentei por inesquecíveis momentos uma rede de IRC chamada BRASnet. Fui @OP de grandes canais como o #Brasil e #Brasilia, e fui IRCop em alguns servidores como Unisys e Dsgx.
  • Eu usava o mIRC pra acessar a BRASnet então aprendi a programar em mIRC Scripting pra criar o meu próprio script com tudo o que era útil pra mim.
  • Fiz muitos amigos na BRASnet.
  • Como ferramentas de busca tínhamos poucas opções. No Brasil era o “Cadê?” e para conteúdo internacional era o “Altavista”. Adicionar sites nessas ferramentas era feito de forma manual.

Depois dos anos 2000 a internet foi se popularizando e mais serviços foram surgindo até se tornar o que é hoje.

Eu gostei tanto da internet do final dos anos 90 que vou relembrar no notepad como foi criar a minha primeira homepage. Lembro de algumas coisas então vou tentar reproduzir ao máximo e depois compartilho aqui! 😅

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Outra linda tarde de outono

A Alline conseguiu tirar esta bela foto de outra linda tarde de outono. 🍁

Em um mundo em que a maioria das pessoas já não olha mais pro céu, momentos como esse se tornam ainda mais especiais.

Na playlist: Everything But the Girl – I Didn’t Know I Was Looking for Love

(aliás, esse disco inteiro do Everything But the Girl é uma delícia de ouvir, recomendo!)