d[-_-]b Luana Olíveira

Crise econômica x Consumidor

Já fui empresária, sou empreendedora e algo que não posso deixar de pontuar nesse momento de pré-depressão econômica é o seguinte:

O comércio está se reinventando. Quem não estava presente online agora tem e-commerce. Foi necessário.

Quem tem restaurante e não tinha delivery agora teve que se readaptar e oferecer delivery sem abrir mão da qualidade se quiser continuar fazendo diferença.

Empresas que não ofereciam descontos e não buscavam clientes agora enviam emails com cupons e promoções “por tempo limitado”.

Serviços que não tratavam bem seus clientes agora valorizam cada um o máximo que podem para se manterem abertos na crise que se apresenta.

Muito bem, a questão é que muitas funcionalidades e facilidades já poderiam ser oferecidas ao consumidor mas foram negligenciadas por conveniência e pra forçar o consumidor ir até a loja. Isso tanto nos serviços privados como nos públicos também.

Vivíamos um marasmo comercial, em que todas as facilidades foram ocultadas para que alguns empregos obsoletos fossem mantidos, ainda que desnecessários e arcaicos, como por exemplo a leitura da luz pela Enel (ex-Eletropaulo em São Paulo): sempre tivemos a possibilidade de enviar foto dos registros para esperarmos a fatura. Mas ao invés disso, mantiveram funcionários na rua indo de casa em casa fazer leitura dos registros.

Enfim, acho que esse período crítico de pandemia e readaptação dos negócios também tem nos servido para mostrar até que ponto os empresários estão interessados nos consumidores. Se somos nós que devemos buscá-los ou se são eles que devem nos oferecer opções úteis e práticas de verdade.

#quarentena #crise econômica #consumidor