Luana Olíveira

É possível dominar as redes sociais?

Publicado em 20 de dezembro de 2020
Translate: English | Français

Na verdade a pergunta é a seguinte:

Você domina ou é dominado(a) pelas redes sociais?

Desde 2012 mais ou menos sou defensora do autocontrole pessoal e cuidado ao que consumimos na internet. Comecei me sentindo extremamente saturada com a quantidade de informações que eu consumia, na época não havia nenhum movimento do tipo “minimalismo digital”, “detox digital” etc… mas eu já clamava por uma dieta da informação.

Logo depois fui percebendo que os textões e as falsidades que eu via nas redes sociais me provocavam fúria e de certa forma por um tempo fui contaminada pelos movimentos lacradores do Twitter, isso lá por volta de 2010 e 2011. Até hoje em dia tentando acompanhar algumas coisas no Twitter percebo que fica difícil saber qual é a timeline que mais me causa mal estar pois em todas, sem exceção, temos um outro tuite ou retuite odioso que faz a gente se sentir desconfortável.

No entanto, precisamos nos desafiar às vezes. Nem só de coisas odiosas é feita a internet. Temos pessoas sensacionais, visionárias, inteligentes e inspiradoras que podemos acompanhar nas redes sociais. O que você escolhe seguir?

Eu escolho não passar raiva, então evito ao máximo seguir pessoas que tenham essa pegada mais inflamada e fake.

Escolho não passar tanto tempo nas redes sociais, então tenho uma conta no Twitter que entro uma vez a cada um ou dois meses pra ver o que pessoas interessantes compartilharam e no Facebook entro uma vez por semana somente pra acompanhar grupos específicos que infelizmente só usam essa plataforma. No entanto, não comento nada e uso somente pra leitura restrita do que me interessa.

Filtrar não é viver em uma bolha?

Sinceramente acho que sim. E se viver em uma bolha me protege do stress, da raiva, do ódio e de me contaminar com informações pesadas, então escolho sim viver numa bolha junto a pessoas mais leves e com menos ódio no coração.

Nós somos aquilo que nós consumimos.


Este é o meu post de número 90 do desafio #100DaysToOffload – Just. Write.