Luana Olíveira

O fanatismo gera a religiosidade

Publicado em 19 de dezembro de 2020
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O ser humano parece ter uma tendência natural a tornar a admiração em adoração. E essa adoração quando menos se espera se torna religiosidade e gera polarização, momento no qual a pessoa até mesmo sem perceber passa a cultivar uma obsessão pelo objeto que outrora era apenas admirado com prazer. O resto das possibilidades de uma vida inteira vão deixando de existir e a liberdade dá lugar à limitação.

Isso acontece em todos os campos possíveis e imagináveis. Os fanáticos que brigam entre windows vs. linux, iOS vs. android, apple vs. samsung, comunismo vs. capitalismo, católicos vs. evangélicos, e por aí vai. Verdadeiras torcidas de baseball ou de futebol, só que aplicadas a todas as polaridades da vida. Tudo se torna uma grande e infinita disputa.

Não sei vocês, mas quase tudo o que vou fazer na vida me deparo com aquelas pessoas que parecem saber mais do que todo mundo e de maneira muito arrogante querem privatizar o conhecimento para se destacarem… e a sensação é de que vivemos num eterno jogo no qual a competição sempre deve prevalecer.

Eu tenho lutado muito nos últimos meses pra gostar de determinadas coisas fugindo dos gurus. Os gurus normalmente me desanimam, pois se acham melhores do que os outros, mais iluminados e mais especiais. Seja seu próprio guru.

Se buscarmos o autoconhecimento e tivermos a certeza de que quanto mais sabemos mais precisamos aprender, de que a nossa luz se apaga no momento em que damos espaço ao fanatismo e à arrogância, creio que melhoraremos muito em qualquer área que nos aventurarmos.

A religiosidade não é o caminho, ela é o buraco que nos faz desviar da luz.


Este é o meu post de número 87 do desafio #100DaysToOffload – Just. Write.